Uma encomenda nos foi proposta para homenagear o povo de Blumenau e heis que o Jardim descobre esse ser apaixonado por gatos, essa ilustre filha daquelas paragens de lá, artista, irreverente...e ficamos sabendo depois que Edith é considerada uma Bruxinha em Blumenau...aí vai um pouco de sua história...obrigada Edith!


Foi uma mulher que esteve à frente do seu tempo. O grande sonho de Edith era o teatro. Edith viajou para a Alemanha, onde cursou por um período de quatro anos a Academia de Arte Dramática, em Berlim. Do repertório das suas representações constam peças de Goethe, Schiller,
Molière, Shakespeare e outros expoentes do mundo das artes cênicas. Retornar a Blumenau, em 1924, foi uma contingência do destino. Retornando ao Brasil modificou radicalmente os seus hábitos e estilo de
vida. Do constante e assíduo contato com o público, preferiu refugiar-se
no silêncio da sua propriedade, entre livros, animais, o grande jardim e
o verde do parque nos fundos da casa. Suas relações de amizade estavam
restritas a determinadas famílias. Foi dentro desta magia da natureza,
lembranças, leituras, aves e animais, que Edith Gaertner passou os
últimos anos de sua vida.
Edith recolheu-se para o seu mundo interior. No despontar da década de
1950, Blumenau vivia a efervescência dos festejos comemorativos do
Centenário da cidade.
Para evitar a dilapidação do seu patrimônio, um dos mais expressivos
referenciais da colonização alemã, preservado desde sua construção em
1864, doou para a municipalidade uma área de 1.775m². A residência, o horto e outras benfeitorias foram incorporadas à
Fundação Cultural de Blumenau, transformadas no Museu da Família
Colonial e Parque Botânico Edith Gaertner.
O seu gosto pela natureza, as flores que alegravam o belo jardim e
decoravam o interior da casa, os gatos - seus fiéis companheiros, a
freqüência de passear no jardim, foram as imagens que Edith deixou
registradas pela sua câmera fotográfica.
O Cemitério dos Gatos de Edith Gaertner é o único no mundo

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